CONTOS INFANTIS
O MAR DE ANNA LUIZA
À Aninha (minha neta)
A menina sai com os pais, e ver o mar primeira vez. São passagens que ficaria para sempre na memória.
Na escola, já no primeiro aninho de alfabetização ela não consegue esconder suas recordações:
- Mar que vi, era lindo...
- Todo o mar é igual. – Interrompe uma coleguinha de sala de aula, não deixando a mesma falar sobre o mar.
- Este não! – Existe Anna Luiza detalhando mais sobre a experiência que teve ao ver o mar.
- Tinham ondas grandonas, muitos coqueirais, barcos, pescadores puxando redes de peixes, um sol escaldante e um céu azul sobre nossa cabeça.
E a coleguinha, morrendo de inveja de Anna Luiza, desabafa:
- Tá bom, o mar é todo seu. Na próxima semana, vou pedir que me leve também, quero conhecer algumas praias bonitas, e colocar no facebook.
- Deve haver uma diferença entre mar e praia? – Pergunta Anna Luiza.
- Não sei. Vou ter certeza quando estiver lá. E quando eu trouxer as fotos, você vai ficar de boca aberta.
- Eu não. – Responde Anna Luiza.
Nem preciso ver mais. Já sei com é um mar, a mamãe me levou, eu já conheço o mar primeiro.
Texto: Félix Di Láscio
Postado em: 01/04/2013 14:19
A NUVENZINHA QUE QUERIA SER UM BALÃO

Houve uma nuvem que resolveu por conta própria deixar de ser nuvem para ser um balão, passando por cima de gente grande até mesmo do trovão.
Como todo balão oferece risco a vida do planeta podendo cair e fazer uma grande destruição essa nuvenzinha queria ser diferente, levando consigo uma idéia, ser um balão que não poluísse e não conte-se uma substancia inflamável.
Já pensando nisso e no perigo que poderia ser causado.
Outro ponto interessante que ela apontou para justificar o seu argumento de ser um balão é que já possuía elementos que dava suporte a vidinha que tinha. Por exemplo, ela poderia até correr o mundo todo, andar de cima para baixo no céu e sem que alguem percebesse que se tratava de uma nuvem. Ela possuia também ar atmosferico ideal para sua vidinha no espaço.
Só com esses requisitos todos e mais outras qualidades ele não estava apta a seu plano de ser um balão, primeiro porque não se preparou para um eventual mal tempo que pudesse vim. depois esqueceu também do básico, aquela nuvenzinha não poderia ir muito longe sem o gás a vapor, ponto de partida de qualquer um, que queira ir bem longe no caso ela que queria ser um balão.
Num desses dias chuvosos e ameaçador pois caia muitos raios, e lá estava ela subtamente transformada, e já pousada em traje de balão.
Houve comentários que muitas de suas amigas não gostaram, daí muitos desentendimentos surgiram, desconfianças e suspeitas.
Acharam, e ela foi acusada por algumas de ser uma intrusa no meio das outras.
Depois de muita discussão xinga daqui e xinga dali. E ai não deu outra, jogaram a nuvenzinha de cima para baixo e ela não espatifou-se. Como toda historia infantil e desenho animado, até hoje está ela batendo a biela, querendo voltar ao céu.
E como advertem as autoridades “Não construa balão”.
Texto: Félix Di Láscio
Ilustração: Google
Postado em: 10/01/2013
O FLAUTISTA E A COBRA
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Havia um homem que tocava uma flauta à beira do rio. E nem sabia que a suave melodia de sua flauta atraísse expectadores. Bem ao lado dele uma simpática cobra que ouvia atentamente e delirava sobre o som.
Em alguns momentos pode verificar que ela estava arrastando-se no ritmo da música em direção ao homem.
Como diriam outros “tentando dar o bote” ao passo que o flautista não percebia, continuava ele executando sua sinfonia.
A cobra atraída que estava pela melodia de repente aproximava ainda mais sobre o homem, que fez parecer cena da vida real em dias de hoje.
Entre humanos e selvagens, onde cada um se diz dono do seu nariz, estranhava-se por conta de um pedaço de terra.
Já entardecendo, naquele habitar selvagem o flautista invasor sentiu as pernas amarradas e com o entrelaçamento que a cobra fez no seu corpo.deixou-le imóvel e sem fala.
A noite chegou,e naquele lugarzinho ermo o homem não pode voltar para casa,
fadigado, adormeceu ali mesmo.
No dia seguinte com todo mundo lhe procurando, abriu os olhos pela manhã e ficou de frente com a cobra e ao lado a sua flauta, mais não consegui alcançá-la, devido outras tranças que já tinha.
Alguns amiguinhos da floresta, conta que a cobra aproveitou-se deste tempo todo para explorar o talento do flautista e como recompensa ela sai para saciar a fome dele.
Conta também que muitas vezes, ela em vez de ouvir a melodia tocava para ele.
Foi assim, até certo dia, onde um caçador voltando para casa encontrou e libertou o mesmo.
Texto: Félix Di Láscio
Ilustração: Foto de Stock Royalty Free: Serpente mais doméstica
Postado em: 09/01/2013 11:26
A OVELHINHA BARONA
Uma ovelhinha colocou na cabecinha que era ricona e passou a freqüentar tudo e qualquer festa de gente nobre, sua vizinha não conseguiu avistá-la mais em casa, seu tempo para elas já não sobrava. Gastando dinheiro em lojas chiques, a dona ovelhinha escondia um segredo e não queria que ninguém revelasse. Foi assim, fugindo de toda a vizinhança e somente querendo estar em seu lugar super atraente e com pessoas da sociedade, que ela foi ficando mal vista pelos seus amigos mais próximos, que faziam criticas severas.
- Dona ovelhinha ta querendo ser o que não é? – E diante disto espalhou-se uma campanha mesquinha em seu favor. E quando saia para mais um deste acontecimento. – O pessoal olha lá. Apontava a mão e falava:
- Lá vai a dona baronesa. -Sem notar que tinha alguns “boca maldita” intrometendo-se em sua vida, a ovelhinha por sua vez seguia a rotina diária e sem perder o “status”.
Mesmo não sabendo que por trás disto; os espertos fofoqueiros não dormiam e dia e noite vasculhavam tudo sobre ela.
Até que vazaram informações pessoais, que foi publicada no jornal “Floresta Night” Alegando que dona ovelhinha era solteirona, não possuía parentes e vivia no total estado de miséria. – Desmitificando toda aquela vida de contato nobre na sociedade.
Quando ela soube da noticia, chorou e ficou muito nervosa, a ver a vidinha exposta daquela forma. Em dado momento um amigo dela aparece tranqüiliza a mesma.
Trata-se do bode Jackson:
- Não fique triste comadre ovelhinha. Seus dias de horrores acabaram, acabo de ler na redação do jornal que um de seus parentes lhe reconheceu e ele vem visitá-la e fazer o bem da partilha. A senhora tem uma herança!
E a partir dali, o astral da baronesa era outro, só felicidade, um novo dia voltava a nascer.
Texto: Félix Di Láscio
Postado em: 08/01/2013 10:43
À SOMBRA DE UMA ÁRVORE
À ANCO MÁRCIO

Havia uma árvore pequena e muito inocente, devido a sua pouca idade de vida na terra. Ela provavelmente teria a idade que muitos adultos chamam de puberdade.
Vivendo quase esmagada por conta de tantas árvores ao seu redor a jovenzinha não tinha como proteger das ameaças.
Os motivos pelo qual todas as árvores cresciam e tinha luz própria, ela não. Isto simulava uma pergunta no ar, e por isso aproveitava-se das ocasiões e sombras das outras, para respirar seu próprio ar.
Quando chovia ou fazia um belo sol. Todos os momentos dependiam única e exclusivamente da sombra de alguém (no caso à sombra das outras árvores).
Mais a nossa humilde arvorezinha, tinha uma particularidade de causar inveja a qualquer um, ela não reclamava de nada.
E foi justamente com este dote que aquela arvorezinha de simples anonimato virou uma celebridade. Alguns incentivadores aproveitando que todos os dias havia um homenageado resolveram então aqueles habitantes da floresta criar o dia da árvore (21 de setembro), que serviria também para as demais.
Daí então todas as pessoas no mundo passaram a cultivar uma árvore em sua casa e nesta data para celebrar o seu dia.
Só um detalhezinho ninguém por via de duvidas, deve transportar uma árvore adulta de um lugar ao outro.
Neste caso citado, foi sorte, muitíssima sorte daquela arvorezinha.
Texto: Félix Di Láscio
Ilustração: Google
Postado em: 04/01/2013 13:47
O PASSEIO DA COBRA
Havia uma cobra que não tendo o que fazer, teve uma infeliz idéia de sair sozinha por ai. Se arrasta aqui, escava ali.
Arranjou um monte de confusões por toda região a onde passou.
O que certamente ela não esperava por isto, o seu intuito era de fazer amizade.
Num desses momentos bem visível, foi quando a mesma deu de cara com uma reunião de formigas e sabe lá...
Todas lamentando a crise da seca.
O que a cobrinha não sabia de fato que fosse confundida com uma estanha, agredida, e depois colocada para fora da casa, ela ainda ouvi múrmuros ao seu respeito:
- Intruso! – Falou uma formiga chefe. E o bando ficou todo em pé de guerra.
Logo as outras se rebelaram e saíram em direção a cobra, que indefesa tratou de fugir do alcance da nação formigueira.
Arrastando-se como pode, lembrou-se do que mais queria naquele instante, era conquistar uma nova amizade.
– Difícil nos dias de hoje ué? Comentou um dos animais.
Enquanto isto tome beliscada, aí!... Ui!...- A cobrinha não teve tempo se quer para justificar-se.
Decepcionada, procurou o caminho de volta, e logo encontrou o seu lugar, de onde nunca deveria ter saído.
Para os mais antigos, ela aprendeu uma nova lição.
Os passeios guardam-o lembranças agradáveis.
No caso da cobrinha, a máxima fala por si. “Nunca meter o nariz onde não foi chamado”.
Texto: Félix Di Láscio
Postado em: 08/11/2012 09:41
Ilustração: www.google.com.br
www.napoltrona.net
A ESCANDALOSA HIENA

Um macaco reuniu em um pé de árvore toda bicharada. No intuito tão somente de discutir os assuntos relacionados a natureza.
Mais não contava ele, com uma convidada ilustre, a intrigante a doutora hiena responsável pela saúde dos bichos naquela floresta. – Intrigante porque o macaco bem como os seres do sexo masculino, não costumava visitar o médico uma vez por ano. E a doutora hiena fazia incansavel apelo, para que não deixasse de comparecer as reunioes de familia do PSF.
E mais a ilustríssima madame hiena, deu péssimo exemplo ao chegar naquela reunião, ao ver o macaco vestido de paletó e bermuda, no rosto um óculos escuro, achou que tratasse de algum cantor pop, desses que não estão nada preocupados com o mundo e caiu na gargalhada. E ai, ficou o tempo todo impressionada com o número de bichos ouvindo o sermão do macaco.
Não bastasse tanta ironia, falta de delicadeza, ainda discordou de alguns pontos discutidos na reunião.
Ocupou todo seu tempo rindo a toa, há, há, há...
Faltou espaço...
Texto: Félix Di Láscio
Postado em: 10/10/2012 09:43
Ilustração: www.google.com.br
O PULO DO CANGURU
Ilustração: O cartunista Luzardo Alves
Naquele mundinho animal, uma pulguinha querendo impressionar faz elogios surpreendentes ao canguru: “Cara, você tava ótimo naquela cena, ninguém imaginava que você fosse dar um salto mortal, de tamanho risco que foi aquele. Supimpa! Muito até acharam que você estivesse morrido naquela cena, pular de um prédio daquela altura, de um lado para o outro, incrível! – Só em filme de Hollywood e ainda você tá ai, contando estórias para a TV. Inteirinho da Silva...” – E quando a pulguinha queria concluir aquela oratória barata, e de um “bom bajulador político”.
O canguru convencido com os elogios da pulguinha, indaga:
- Chega, de tanta babaquice, eu já sei que a senhora quer!
- Sabe. Senhor, canguru?
- Sei. Tá aqui, dois convites de ingressos para o show no “mundo animal Circo Show”.
É, o canguru, deu aquele salto, para frente e disparou e na sua cola, a pulguinha, sem largar o cabresto feito um político fiel as origens.
Texto: Félix Di Láscio
Postado em: 03/10/2012 14:30
O CÁGADO REPÓRTER
Houve uma maratona no reino animal e nem todos os bichos quiseram participar. Aja vista alguns requisitos impostos pela organização do evento.
Uma das regras exigidas era que o candidato escrito na prova, teria que afirmar que não tinha parentesco histórico de drogas na família.
A ficha de inscrição pedia ainda que os participantes manifestassem totais repúdios ao uso de bebida alcoólica e cigarros, vendidos a menores.
E aquele que tivesse melhor desempenho, no tocante as modalidades esportivas ganharia o prêmio “Jabuti de Ouro”, era um troféu de consolação dado aqueles que tivessem a primeira colocação, como no caso só existia uma modalidade tipo a corrida atlética, os participantes haveriam de se contentar com a única modalidade existente.
- A idéia sem dúvida, é ótima, mais é muito preconceituosa, pois nós animais da floresta não comungamos com a idéia dos homens. Comentou a ararinha azul.
O prêmio notadamente era o mais cobiçado, este sim, dividido em categorias, 1º, 2º e 3º lugar. E o titulo maior sairia para aquele que chegasse ao finalzinho da prova.
Como o único competidor foi o cágado repórter, não foi difícil identificar o ganhador.
E no pódio o apresentador anunciava:
- E o vencedor... Tam, tam, tam , foi o cágado repórter!
Ele percorreu todos os percursos da prova e seguiu os parâmetros legais e cronograma da competição.
Após o recebimento do troféu o cágado repórter foi saudado pela multidão e utilizando a formalidade de praxe ele agradeceu:
- Este título é dedicado a todos vocês!
Aplausos ao campeão e em seguida muitos fogos artificiais.
Texto: Félix Di Lascio
Ilustração: Luzardo Alves
Postado em: 06/08/2012 13:15
O ENTERRO DO SAPO
Quando o sapo Jamba morreu todos os bichos foram ao seu enterro, o boi, a cabra, o coelho, o cavalo e o macaco.
Notadamente aqueles que admiravam e gostavam da conversa intima e inteligente do sapo. Além de uma banda musical foi improvisado também um carro alegórico.
O enterro foi repleto de alegria parecendo uma festa popular, tipica regional, como havia de ser, a cerimônia foi seguida de homenagens, aquele que mais se destacou na luta pela ecologia.
O enterro começou cedo com uma missa na capelinha, o padre urso celebrou com muita fraternidade e pediu a todos que rezassem pela alma do sapo, houve um momento de silencio e o corpo foi conduzido ao cemitério da Junqueira, lá sim, ele recebeu as glórias e finalmente foi sepultado ao som de muita musica com instrumentos produzidos na própria floresta e tiros de festim.
- Nunca nenhum acontecimento, reuniu tantas personalidades ilustres em um só dia como no enterro do sapo, todos queriam prestar a ultima homenagem póstuma. Comentou o cágado repórter.
Ilustração: Cartunista Luzardo Alves
O SAPO E O CÃO
Adaptação
Texto Félix Di Láscio
- Vou jogar você na água. – Disse o cão querendo fazer alguma malvadeza ao sapo.
- Não. Não quero, quero no fogo. – Indagou o sapo.
- Não, no fogo não pode ser.
- Quero no fogo! – É o sapo insistindo muito, provocou uma ira no cão, que não gostaria de mudar a sua opinião e usou de autoridade:
- É na água e fim de papo! – E o cão pegou o sapozinho.
Sem mais nem menos, pum dentro d’água gelada, do rio. Este Feliz esperou alguns estantes somente que o cão deixasse o lugar e olhou para o lado e para o outro, botou a cabecinha de fora e estirou o dedinho:
- Tá aqui pra você! – E mergulhou, ficando o tempo todo na água.
Postado em: 25/07/2012 09:50