CASOS A PARTE
POR FÉLIX DI LÁSCIO
VACA MORTA
Olhe este pasto cidadão ,vazio não existe nenhum animalzinho pra contar a estória . Aqui morreram muitas vacas leiteiras ; que era o orgulho de nossa gente . E não venha mim dizer que o povo não trabalha , que querem as terras só pra negociar nosso povo é ordeiro e trabalhador , acorda cedo com a enxada na mão. Agora se não dão ajuda o que acontece é isto.
Cidadão, o que houve aqui foi uma calamidade , nunca se viu tanta desgraça neste mundo ,os açude sem água , o povo com fome , fartura só existia na casa destes fazendeiros , que nem se quer mora mais aqui ; moram lá pra banda da cidade!... e somente agora vieram em caravana .Dizendo ser eles os representante da seca . A onde já se viu isto, cadê esse povo que não vieram antes ? poderiam ter muito bem evitado essa tragédia que aconteceu.
Texto : Félix Di Láscio
09/11/2013-11:30h
( Continua no próximo sábado )
BABA DE SAPO – O CHEFE
Baba de sapo era quem dava as ordens no pedaço, as vezes para eliminar um bastava cismar com a cara do sujeito , esta fama de grosseiro , provocador e de não respeitar ninguém , inclusive seus país. Foi adquirido na infância com a separação deles. Induzido a entrar no mundo do crime , guardava ‘’bagulhos’’ e outros trecos que os camaradas mandavam , além de assumir paradas pesada pra encobrir falcatrua de adultos . Muitas vezes levando bronca da mãe que já notava algo de estranho nele , cada homicídio ou pessoa executada por ele o mesmo era coroado com um prêmio . Mesmo jovem tinha lá ele seus motivos para se achar o máximo ,dizia até que os desenhos na costa e as tatuagem pelos braços fazia parte das premiações .
E no dia que ele estava ‘’zuado ‘’chamava os escolhido e dizia’’ vamos ali fazer uma missão...’’ ai daquele que recusava-se a aceitar o pedido de Baba de sapo, ele era capaz de detonar um naquele estante , foi assim que ele ganhou prestigio e o bando foi criando força, prestigio até mesmo dos rivais , muitos acovardaram-se e juntaram-se a ele .
CONTINUA
25/05/2013 - 11:20h
Félix di Láscio
TREPEÇA
Mandou a filha menor olhar na esquina e certificar, caso ele tivesse bebendo na barraca do Russo Dando aquele show, como ela costumava dizer ; a menina viesse avisar que ela mesmo iria buscar .
Aquela rotina era comum quase todo santo dias descartando a hipótese que em dias feriados o mesmo não trabalhava já amanhecia de porre . Cantarolando musica do cancioneiro brega e acordando toda vizinhança.A filha obedecia seguindo os critérios adotados pela mãe , afinal era ele que trazia comida para toda família.
E, talvez fosse Por isto tanta preocupação daquela mulher ; que já sofreu muito na vida desde a humilhação , por aceitar um companheiro alcoólico, os parentes dela não aceitavam aquela união. Onde o casal passava por dificuldades financeiras, foi assim criando os cinco filhos, mendigando ajuda , teve por diversas vezes que fazer faxina para ajudar na renda domestica. Mais devido a saúde debilitada e a idade avançada para serviços domésticos impedia a mesma de tais realizações.
O médico já havia diagnosticado a mesma e constatado três tipo de doenças.Diabete, hipertensão, e reumatismo. Mesmo acometida deste mal não tinha se quer contribuído com o i.n.s.s e por isso estava isento de beneficio por parte daquele órgão. E o único orçamento que a família possuía era uma bolsa família - ajuda do governo federal para pessoas de baixa renda . E a outra ajuda era conseguida pelo chefe da família no trabalho que realizava fazendo bico, muitas vezes utilizando o carrinho de mão equipamento indispensável no dia a dia do seu trabalho.
Texto Félix di láscio
Postado 15/05/2013 hora 15:15h
MORTE EM UMA PARADA DE ÔNIBUS
À Aguinaldo Mota e Emerson Machado
Ela não reagiu , sim nem poderia ter nenhuma reação . Os caras já chegaram a queima roupa.
Nem se quer exigiram nada dela . todos os moradores do prédio ouviram os tiros; se eles não ouviram o barulho, ou não estava em casa , ou fizeram como ousa nem deram as caras para não se envolver de fato.
O problema é a cena do crime que ficou exposta , chamando a atenção dos transeuntes .
Alguns passavam apressados e ficava chocado com o que via . Carcaça de balas ainda espalhado por todo lado . misturava-se ao sangue que jorrava no asfalto . Fizeram um estardalhaço por todo corpo da jovem de idade aproximadamente 26 anos. E em pouco instante a rua estava tomada por pessoas curiosas .
A policia como sempre demorou chegar, motivo maior para os meliantes aproveitar e fugir
Uma senhora sentada ao meio fio ; bem ao lado do corpo da jovem, e quem dar as primeiras enformações :
- A senhora era parente da vítima ? - pergunta o repórter fazendo a cobertura ao vivo para a Tv.
- Não. Respondeu a mulher que estava presente a cena do crime '' mais avistava sempre...''
- Sabe o primeiro nome ?
- Só conhecia de vista... todo dia a está mesma hora ela estava na parada de ônibus.
E naquele momento um forte contingente policial, chega ao local para fazer a segurança e proteger a área de possível vândalos que queiram destruir as provas do crime.
O delegado Diógenes Mattos designado para investigar o caso. Desce em uma viatura e abordado com pergunta pelos jornalistas:
- Delegado Diógenes o Sr. já tem alguma pista do homicídio?
- Não. Ainda não!
- E do suposto namorado dela, tem informação a onde ele se encontra agora?
O delegado foge das perguntas que eram tantas; mais não consegue esconder a preocupação de elucidar o crime.
E minutos depois, já de posse de algumas anotações, ele concede uma rápida entrevista ao pessoal da imprensa e fala:
- O nome e o sexo da vítima já temos em mãos. E podemos até adiantar, mais outros detalhes somente após o resultado da pericia...
Diante deste aglomerados de pessoas, e jornalistas querendo informar em primeira mão. Um fato inusitado chamou a atenção.
A notícia que toda cidade acabará de ouvir, estava sendo transmitida por uma rádio alternativa acabo, naquela mesma localidade: “Caso grave aconteceu hoje pela manhã, uma jovem quando desloca-se ao trabalho foi barbaramente assassinada.”
Mais e mais pessoas, estão chegando ao local onde ocorreu a cena. Isto devido a noticia agora, ter sido veiculado em diverso meios de comunicação.
E também naquela hora acabava de chegar o pessoal do GEMOL, que tem um pouco de dificuldade para fazer o translado do corpo.
Em meio a esta multidão, uma senhora que não quis revelar o seu nome disse aos policiais que dois menores foram vistos saindo do local com pertences da vitima.
Continua...
Texto : Félix Di Láscio
Postado em: 09/04/2013 09:35
E O BICHO DEU
Primeira Parte
- Alguma vez já lhe pediram para o senhor jogar no bicho, o sonho de outra pessoa?
- Sim, várias vezes, tem gente que sonha e quer que traduza o sonho. E eu afirmo sempre; que palpite só serve pra você, não adianta revelar a ninguém que eles não irão acertar (o sonho fica sem valor).
Manezinho de Tuca, tinha um segredo que jamais se revelou. Como ele acertou tantas vezes no jogo do bicho e ainda não ficou rico?
Segredo que só viria a ser revelado, depois dele ter falecido. A verdade que ele enterrava todo seu dinheiro em algum fundo de quintal como alguns chamavam “botija”
- E ai o senhor lembra mais de alguma coisa?
- Só da vendinha da esquina, onde eu passava todo dia; e aqueles camaradas futriqueiros, querendo zombar de mim ficavam perguntando:
“O bicho vai ser o que hoje?”
Certa vez, não querendo mudar de assunto quase me desmantelo com um deles, que colou em mim querendo por fim da força que paga-se cachaça pra ele e interrogou-me se eu tinha mulher e aonde botava tanto dinheiro e ai não tive paciência, perdi a cabeça e respondi do meu jeito: “larga do meu pé jacaré, sou casado cordão, pai de filhos”...
O senhor lembra mais de algum fato, caso que seja relacionado sonho, e também tenha a ver com o senhor, ou pessoa conhecida?
- Sim. Tem alguns casos, mais é justamente disto que não gostaria de falar.
- Por quê?
- A casa velha...mais lá na frente eu lhe conto tudo.
- Que tem a casa velha?
- Desde garoto que eu sonho com uma casa, e só depois de adulto encontrei. Era ali, onde os meninos jogavam pelada e como não gostava de futebol e não sabia como a casa era, mais ouvia muitas pessoas falarem delas. Diziam que ali morou uma família e após a morte deles o casal aparecia no lugar.
Continua...
Texto: Félix Di Láscio
Postado em: 18/03/2013 15:34
A MULHER E O HOMEM
A mulher vinha com o saco que nem cabia
Mais ainda assim, insistia em pedir:
- Me dá uma esmola pelo amor de Deus, me dá filha...
Cansada, muito cansada, parou em frente a uma luxuosa casa e debruçou seu braço direto no muro.
O homem apresentava cansaço devido à idade talvez doença acometida.
Ali mesmo aproveitaram o intervalo e o sol quente do meio dia.
Comeram algumas sobras de comidas e a mulher muito ousada tirou da bolsa um cachimbo e pôs a baforar, mesmo irritado o homem com a fumaça.
Agora, o casal sentado ao meio fio, não demora muito para travar uma arenga.
- Albertinho, a gente devia vender as terras no interior, e comprar aqui.
“Vom borá homem se dispõe.
O homem calado, calado ficou. Apesar de ainda ter uma longa caminhada pela frente.
Já no finalzinho da tarde fizeram uma parada semelhante a do meio dia. Desta feita alguns do reciclados já tinham sido negociados na sucata.
Os sacos na mão de ambos, já não tinha tanto peso.
Alimentos e alguns vestimentas infantis era a produção final.
Além de dinheiro pela venda dos resíduos encontrados eles pegaram as sacolas e num estante atravessaram a linha do trem.
Félix Di Láscio
Postado em: 20 de março de 2012.
15 de março de 2012.
DOIS TOSTÕES, AQUI É TEU?
Para Dona Dorinha (minha mãe)
Na sala de jantar reclamando como sempre o chefe de família desabafa:
“Quando eu sair daqui vocês irão comer, o pão que o diabo amassou”.
“Bosta no espeto pra dizer a verdade”
De mim não espere mais nada, trabalhei a vida toda! Nesta casa não apareceu ninguém pra me ajudar, todinho, só querem comer o que é meu.
O menor bem parrudinho, não quer trabalhar, amparado por essa lei que diz que jovens até 16 anos tem que ta na escola, ele se juntou a um bando de desculpados e estão pelas ruas fazendo sermão de igrejas.
O outro maior, que eu achava que iria dar para alguma coisa, tá no meio dos molequeiros, servindo não sei de que, agora com esse tal de hip hop, ele grava alguns CDs piratas, e vende “não sei se isto vai dar para sustentar a mulher a vida toda”.
Agora, Doulores, tu fica ai, se mal dizendo, enchendo o saco, e falando que eu não dei atenção aos filhos revoltados comigo, eu não tenho mais obrigação de sustentar filhos.
Prevalecendo-se porque chegou o fim de ano, e eles estão crescidos, querem roupas, calçados, que se virem!
O que eu ganho só dá par amenizar a fome de vocês, e não posso sustentá-lo como rico, para que pobre estudar se no colégio e barrado porque não tem a farda.
Ela – Homem é pra essa coisas mesmo, tu quando se ajuntou comigo foi para assumir os compromissos, em tirou dos aperreios que era viver nas casas dos outros e me colocou nesse desespero de tomar conta de filho e você nem ao menos reconhece o que faço?
Ele – Faz o que? Lava umas roupinhas de vez em quando, isso qualquer mulher faz até eu que sou homem.
Ela – Tu queria que eu fizesse o que, quando eu era jovem você não deixava nem eu fazer uma faxina para ajudar nas despesas, hoje já cansada você fica passando na cara tudo que já deu, mais não vai ficar assim, vou arranjar trabalho nem que seja de passar pano no chão e se você quiser ir pode ir, eu não vou arredar o pé daqui junto com os meninos, essa casa fomos nós quem construímos com a ajuda de Deus, vai, já é tarde, se tu for mesmo seu Zeca da quitanda falou que se você for embora eu não iria ficar desamparada como das outras vezes que você passou um tempão fora e eu ralei para não passar fome.
Ele – O que você disse? – Pergunta ele encimado, e por fim descarregou: “Aquele velho que se negou ser o padrinho do Marquinhos e que negou também uma lata de leite ao nosso filho quando eu fiquei desempregado é esse o homem que você quer que seja o chefe da nossa família?”
Ela no canto acuada não tem se quer ânimo para debater e assim mesmo ainda improvisa: “Dois tostões, aqui é teu?”
08 de março de 2012.
NOITE DE TROVÃO
Daqui de cima avisto homens descendo e subindo a ladeira armados, como se tivessem procurando alguma coisa. Minutos depois uma viatura chega ao local e os dois policiais tiram um suspeito da mala do automóvel seguem com o mesmo até um beco ermo onde provavelmente deveria estar os corpos. Curiosos tentam acompanhar mais são impedidos pelo os policiais.
Outras viaturas chegam no momento, se ouvi-se também a sirene do SAMU. Agora os moradores começam a ascender as luzes das casas. E outras pessoas voltam entristecidas com a cena macabra que vê.
A noticia se espalha logo, logo. E toma conta dos noticiários da imprensa,
Que destacam:
“As vitimas, desse homicídio, um homem e uma mulher aparentando ter 17 e 20 anos e eram envolvidos em droga.”
Um amontoado de pessoas vão aglomerando-se e o pequeno contingente de policiais tem dificuldade para conter a multidão.
Parentes das vitimas após reconhecer os corpos, são atingidos por forte emoção, alguns desmaiaram e foram levados pela ambulância.
O pessoal da polícia técnica faz os últimos levantamentos. E homens do apoio tem pressa para conduzir os mortos.
O momento agora, é mais comovente, com a chegada do rabecão, muitas pessoas se aproxima-se e os corpos são finalmente colocados na maca.
O rabecão sai cantando os pneus, fugindo dos paparazos e da imprensa que procuram a todo instante, mais detalhe da chacina.
Voltando a noite anterior, dois caras rondavam a área;e pela aparência dos mesmos e provavelmente seria os mesmos que ainda pouco passaram atirando e celebrando – “foi pólvora... foi pólvora com força meu irmão!" – dizia o baixinho chefe da turma, cujo o dito era chamado de cupim entre eles.
Depois do episodio visto e acontecido nada mudou nada foi resolvido, o silencio volta ao seu normal.
O cenário de impunidade e dor fica por conta de alguns apresentadores de TV.
E na gangorra do Sr. Augostinho, ancioso para saborear os pães bem quentinhos, um amigo me pergunta:
- Soube o resultado do jogo, Bolivard?
- Não, dormi cedo ontem, estava trovoando muito! - Respondo.
- Fez bem, - Retrucou o amigo.
O time do Brasil jogou mal e perdeu - Quando eu ia me destraindo tentando escapar do assunto, ele mostra-me um tablóide com os resultados do jogo e os destaques de capa do jornaleco, era nada mais do que outra cena brutal, ocorrida em algum lugar ou becos escuros desta cidade romântica.
01 de março de 2012.